• Jurandir Santos

O BOM LÍDER

Atualizado: Jun 17

Com a experiência e a evolução das teorias administrativas e organizacionais, o conceito de liderança tem gradativamente deixado de ser entendido como uma denominação de controle, baseado no prestígio e na aceitação máxima pelos que são dirigidos dentro das empresas.

Ocupar um lugar de destaque no organograma não garante status de líder ao chefe, que está voltado ao comando e atribuição de ordens aos subordinados, que o respeitam pelo poder que tem nas mãos e pela necessidade de manutenção do emprego. Em uma visão mais moderna e assertiva, liderança é uma forma de conduzir pessoas, profissionais, grupos e equipes a alcançar resultados com êxito. Além disso, um líder não consegue ser bem-sucedido se os seus seguidores não forem capazes de identificá-lo como um meio para a satisfação das suas próprias necessidades e aspirações, sejam elas pessoais ou profissionais. Ou seja: o líder tem que ser capaz e os seus seguidores devem ser desafiados, estarem convencidos e terem vontade para seguir a causa proposta. Por isso é que influenciar o comportamento das pessoas deve ser uma característica comum ao líder. Ele inspira e intervém positivamente na carreira dos colaboradores, servindo de trampolim para que o êxito e o sucesso nas ações aconteçam. Os gestores podem transitar em diferentes tipos de liderança, mas podemos observar características mais marcantes em um ou outro modelo, conforme alguns exemplos:


Autocrático– esse perfil exerce elevado nível de poder sobre os membros da equipe. As decisões são centralizadas nele e as ideias dos colaboradores comumente são suprimidas. Sua presença causa desconforto porque tende a criar um ambiente de trabalho tenso, com cobranças excessivas onde os profissionais assumem uma postura submissa, podendo resultar em elevado índice de absentismo e insatisfação.


Liberal– já nesse tipo, os colaboradores têm liberdade para exercer suas funções com menos interferências diretas, assumindo funções e responsabilidades diretas pelo gerenciamento do seu próprio trabalho, bem como dos resultados da empresa. Há um risco iminente de que os colaboradores fiquem sem a devida condução, expos- tos a erros sem correção, comprometendo a produção e o desempenho da instituição.


Carismático– é aquele líder que inspira a confiança dos colaboradores, que o veem como detentor de um poder extraordinário. Ele injeta grandes doses de entusiasmo na equipe; é muito participativo e motivador. No entanto, pode tender a acreditar mais em si próprio do que na capacidade da equipe, desenvolvendo a crença de que o sucesso só pode ser alcançado com a sua presença.


Participativo– é o líder capaz de criar um ambiente onde os colaboradores são ouvidos, suas ideias e conhecimentos são levados em consideração e as importantes decisões são compartilhadas. Ele foca o desenvolvimento, a autonomia e a confiança dos seus liderados. Sabe conduzir pessoas e equipes porque ensina, delega e acompanha o produto do trabalho dos seus colaboradores.


Coach– com esse modelo de liderança, as competências são estimuladas, os projetos conduzidos em parceria, as opiniões ouvidas e levadas em consideração, fazendo com que os colaboradores adquiram confiança nele. Sabe delegar com assertividade porque consegue identificar as capacidades dos seus liderados e as utiliza para potencializar os resultados esperados. Apresenta desafios e inovações para a criação de ambientes colaborativos e empreendedores, favoráveis à ascensão profissional jun- to às metas organizacionais.

Além dessas, existem diversas outras teorias que de- finem a liderança, embora haja certa confluência entre elas no que diz respeito ao seu papel de desenvolver a capacidade de influenciar pessoas para os seus objetivos. Contudo, o bom líder administra, gerencia e motiva personalidades diferentes para objetivos comuns. Identifica e comunica o valor e potencial de cada um, de forma clara. Sabe conquistar o respeito da equipe através da sua influência, sensibilidade e senso de justiça. Ele conhece bem o significado da liderança e diferencia feedback de crítica, valorizando e estimulando o aprendizado contínuo.


Jurandir Santos | diretor educacional do Senac São Bernardo do Campo | psicólogo, pós-graduado em E-Business, mestre em educação e doutor em Psicologia da Saúde pela Universidade Metodista | Autor dos livros: Educação profissional & práticas de avaliação (Editora Senac São Paulo, 2010) | Educação: desafios da atualidade (Editora Compacta, 2012) | Criança e adolescente em foco: dialogando com profissionais e cuidadores, Org. (Editora Senac São Paulo, 2014) | Membro fundador do Grupo de Estudos e Ações para a Paz e não Violência - GEAPAVI

www.jurandirsantos.com.br

Publicado em Revista Expressão ABC e Litoral, edição de Maio/2017, p. 84.

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